quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

O Pai de todos

O Pai de todos




Esses dias meio que me emocionei com um simples comentário de um amigo aqui no facebook, mesmo que não seja aqueles amigos do peito, foi um comentário simples de apoio, de confiança, de quem observa o mundo e suas coisas com muita consciência, isso me fez lembrar de história, somos a construção destas histórias. Sempre fui muito ligado ao mundo da música, principalmente à música negra, lá por 1989, 1990 e 1991 eu curtia Rap, comecei ouvindo Ndee Naldinho, Thaide e Dj Hum, Racionais Mc’s , Run DMC, Tribe Called Quest, De La Soul e Tupac. Da minha turma de amigos só eu gostava de Rap, quando comecei a estudar na escola Barbosa Rodrigues tive contato com a turma do Basquete e lá foi que conhece a turma do Beco, lembro-me do Pacotinho, João e do Fábio e é deste último que quero falar, história seja feita se eu pudesse apontar quem era o precursor do Hip Hop gravataiense, eu apontaria sem sobra de dúvida o Fábio ( FMQ) das produções absolutamente artesanais no vídeo game até a produção de vários grupos e MC’s da nova geração, com o passar dos anos as letras foram cada vez mais ganhando em metáforas elaboradas e consciência de classe. Sei que se eu falara aqui que o Fábio é um dos pais do Hip Hop gravataiense muita gente vai pular e dizer “eu também estava lá” seria impossível citar o Hip Hop gravataiense sem falar do Alex “Ministro” e seu envolvimento, organização e dedicação e do Marcos “ Marck B” o professor de todo mundo, o mestre das rimas e dos projetos sociais. Como estagiário da Fundarc em 2004 eu e o Alex produzimos o primeiro encontro municipal de Hip Hop, tudo isso com o apoio incondicional da Rosinha e da Viviane Pimenta. Do mesmo modo o Marck B lá em 1998 participou comigo de um debate sobre música promovido pelo gabinete da vereadora Rita Sanco, que na época abria seu mandato totalmente para o movimento. Quero dizer aqui que todos os três que eu citei aqui são exemplos de superação, dedicação e organização de um dos movimentos sociais mais importantes da cidade, isso é cultura popular legitima, nasce do povo para o povo. FMQ segue teu trabalho, segue sendo a referencia e o farol de hip hop gravataiense, sem perder a simplicidade, a consciência social e a luta. Tamu junto!

http://www.youtube.com/watch?v=N4tHxSYLXwM

terça-feira, 6 de dezembro de 2011


Ehhh Festa!!!
Hoje estava dando aquela voltinha básica no facebook e reencontrei uma pessoa extremamente simbólica para a minha juventude e tenho certeza que para as juventudes de muita gente!  O Facebook tem um mecanismo muito importante para encontrar conhecidos, um mecanismo daqueles que não faço a menor ideia de como funciona, mas que acaba indicando algumas pessoas que tu possas conhecer ou ser amigo, tem vários ali no cantinho que o facebook insiste em me indicar que me da calafrios, porém hoje o “Face” me indicou um tal de Rogério Zandonai, sei lá quem é Rogério Zandonai, fui ver era o Diéco.

O Diéco é uma daquelas figuras símbolo da cidade, muito mais que da cidade é um símbolo da juventude de Gravataí final dos anos 80 e começo dos 90. Promovia as festas mais malucas que se possa imaginar, uma criatividade sem tamanho, a gurizada na saída do colégio ficava em alvoroçada pela festa que viria. Não lembro todos os nomes de festas que fui na “era Diéco” mas tipo: O que deu no motor da combi (com uma combi toda fudida dentro da festa na AABB) , outro nome de festa massa foi Ósculos e Amplexo ( não sabe o que quer dizer? Procura no google hahahahah).  Uma das minhas mais marcantes foi uma que tocou a Banda Rosa Tatuada, com os camarins improvisados nos banheiros em frente da piscina.  Ir numa festa na AABB era uma aventura, era festa de gente um pouquinho mais adulta dos que os meus 14, 15 anos. Lembro também que levava o dinheiro dos refris e do xis do bacural na volta da AABB.

Mas muito mais que festas na AABB, lembrar-se do Diéco é lembrar-se de uma transição revolucionária na cultura juvenil em Gravataí e bem provavelmente em muitas cidades que cresceram rápido de mais como a nossa, lembrar-se do Diéco é lembrar-se das temporadas das piscinas no Paladino, das peladas de futebol do maior clássico de todos os tempos: de camisa x os sem camisa (eu odiava ficar no dia dos sem camisa). Ao falar no paladino lembro do Seu Anor, sempre sério na portaria das festas do clube, porém com um coração literalmente enorme, sempre dava um jeitinho de o cara entrar na festa, mesmo com a mensalidade atrasada. PÔ! Falar em festas do paladino é falar em Mingau, Alex Heinze, DJ Mangola e por ai vai!

Esse clima que a gente vivia era uma transição do moderno e antigo, como jogar bola na rua, comer bergamota e goiaba nas arvores da vizinhança, ir nas festas, jogar videogame em madrugadas intermináveis . Hoje vivemos mais aceleradamente, as ruas da cidade estão entupidas com mais de 100 mil carros emplacados em Gravataí, a violência urbana de grandes centros é algo real, a virtualidade dos relacionamentos juvenis já é absolutamente assimilada, é impensável para um jovem de hoje um mundo sem o celular, notebook, a internet e obviamente as redes sociais. Não quero aqui ser o velhinho saudosista que diz: Ahhh no meu tempo é que era Bom! Não, não vou fazer algo que sempre critiquei, eu particularmente me aproveito muito deste mundo de virtualidades, uma delas é de reencontrar o Diéco nestas redes! Muito obrigado por promover, divertir e enlouquecer (no bom sentido) uma geração toda de jovens da cidade!!!

Professor Amon Costa

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

A arte de perder amigos


A arte de perder amigos

Todo mundo sabe do clima politico que vive a cidade, aqui mesmo no blog já comentei e lá no Facebook toda hora ando postando coisas envolvendo a política da aldeia.  Agora na madrugada fresca da cidade, estava dando aquela monitorada nos amigos do Facebook e percebi que venho gradativamente perdendo amigos.

Não me causa muita estranheza, quem mandou em entrar para o mundo da política, quase ninguém no planeta terra gosta de políticos, o que é uma grande alienação, pois todo mundo deveria ao menos se interessar pelos personagens esdrúxulos que acabam elegendo.

Mas com certeza muitos outros elementos são causadores dessa minha diminuição das redes de amigos virtuais, já começa pelo nome “amigos virtuais” tu nunca vê, mal e mal conhece de dar oi nas ruas. Segundo, no ato de governar a gente sempre acaba fazendo escolhas, que nem sempre agradam todo mundo. Terceiro a coisa se radicalizou em Gravataí, o debate virou embate, ataques pessoais, família no meio e etc. Por último queria citar a falta de tempo para a natural manutenção das amizades. Pode não parecer para o grande público, mas os políticos minimamente comprometidos trabalham muito... no meu caso tinha pouco e raríssimos dias livres e estes dedicava ao meu filho.

Talvez algumas pessoas do meio político leiam este post, quero dizer aqui de antemão que não me arrepende de nada que fiz, mas esse momento de crise e de perdas de amizades, esta fortalecendo demasiadamente as amizades verdadeiras (ai que clichê!), mesmo absolutamente sem grana, neste último período tive tempo para escrever baboseiras, beijar, jogar bola com Felipe, churrasco com o Presunto, Bagasexta com a Rê, luta de almofadas com o Gael, sem mencionar nas reuniões, plenária e atividades indispensáveis para um militante de esquerda!  

Andei falando na internet que eu andava meio artificializado, estava me tornando uma pessoa formal demais, Amon de menos... o bom das crises é que alguns aprendem, absorvem e refundam-se, o bom das crises é perceber que mesmo longe e sem muita atenção muitas amizades continuam lá, de pé, absolutamente inabaláveis e essas não são virtuais!

Professor Amon da Costa
Orgulhosamente desempregado
Meu novo celular: 94301040

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Nossa Cultura


Cultura como política de estado

A Fundarc, Fundação Municipal de Arte e Cultura de Gravataí, foi criada em 1994.  Seu primeiro Diretor Presidente foi  tendo como Presidente Pedro Eltz. Ainda, ao longo da administração passaram pela Fundação, o Professor Sérgio Pires, a Professora Rosinha Kroeff, a vereadora Tânia Ferreira. Estas gestões foram absolutamente importantes para o desenvolvimento das políticas culturais em Gravataí, muita coisa se criou, muita coisa aconteceu, foram muitas as vezes que os militantes da cultura foram chamados para participar, opinar e gestionar a cultura juntamente com os dirigentes. Porém o déficit histórico com as politicas culturais no Brasil é absolutamente enorme, são décadas de uma ausência total do estado na organização do próprio estado para fomento destas politicas. Com criação de leis e marcos regulatórios na nossa cidade, também convivíamos com isso, as gestões anteriores cumpriram um papel fundamental na preparação e na tentativa de gestão do calendário de eventos que a cidade impunha à cultura, muitos projetos tentaram romper com esse círculo vicioso da gestão pública que se refere a falta de recursos para cultura, ou da não compreensão por parte dos dirigentes maiores como prefeitos e vereadores na hora de repartir os recursos públicos para a cultura.
A cultura nunca foi encarada como um direito básico do ser humano, ficando quase sempre em último lugar no orçamento municipal, disputando palmo a palmo as migalhas com o esporte.
Portanto a nossa gestão 2009-2011 debruçou-se na estratégia dar continuidade em alguns dos projetos existentes das gestões anteriores e principalmente em criar condições para a criação de uma verdadeira política de estado para cultura no município. Quais eram as estratégias? Em primeiro lugar, reestruturar os aparelhos e espaços culturais; segundo, reorganização da gestão administrativa da fundação; terceiro, criar um conjunto de leis organizativas; quarto, lutar por mais recursos no orçamento e, por fim, democratizar os espaços de gestão da fundação. Foram estas as tarefas fundamentais que guiaram a nossa gestão.
O dilema de colocar estas prerrogativas em prática forma muitos, elegeria calendário municipal de eventos como o principal, pois a organização da cultura muito se dá em torno de apoios, em projetos já constituídos e consolidados na cidade, em tradições já estabelecidas, em grupos já organizados diminuindo muito a capacidade criativa e inovadora das gestões, isso quer dizer que a margem para transformações eram muito justas, pra não dizer escassas.
Dentro desta justeza estabelecemos primeiramente uma cumplicidade com o funcionalismo, bem como, não poderia deixar de ser, também com a comunidade em geral.

Neste sentido tínhamos um projeto bem claro, um projeto democrático, um projeto de cultura não só de um partido ou de um grupo político, onde tentávamos estabelecer uma politica cultural de longo prazo. Pensando nisso é que seguimos a obra de restauro do Museu Agostinho Martha em 2009, mesmo mergulhados na mais absoluta crise financeira sendo concluída depois de 12 anos, Museu este que fora fechado em decorrência de um incêndio.
Na reabertura do museu criamos diversos projetos e demos continuidade em outros dentro do departamento de história, criando o Centro de Memória Oral e  em parceria com a  CAERGS, lançamos o Livro Raízes de Gravataí, depois de mais de 15 anos sem nenhuma publicação na área histórica do nosso município e ainda já estava previsto no orçamento de 2012 uma nova intervenção de manutenção da estrutura física do arquivo histórico.
Na Biblioteca Pública Municipal Monteiro Lobato em parceria com o governo federal, instalamos 12 computadores num tele centro de última geração com a aquisição de mais de 3 mil novos títulos para locação, bem como também promovemos adaptações universais de acessibilidade nos banheiros e  em todos os acessos da biblioteca.
Este aparelho cultural foi deslocado do orçamento da SMED para o da Fundarc em 2006. Em razão disso, o ano de 2007 fora um ano de muitas dificuldades, pois as rubricas previstas e os investimentos não vieram de imediato, tornando-se então um período de grande reorganização.

No Teatro Paulo Autran iniciamos a gestão em 2009 com o seu telhado condenado por técnicos em engenharia, em razão de projetos mal feitos na sua construção.
Sem a possibilidade de recursos para a recuperação do mesmo, eis que atravessávamos um ano de crise, iniciamos os tramites burocrático para em 2010 realizarmos a obra. Fizemos a contratação do escritório de arquitetura que fez o projeto e concluímos o processo licitatório somente em meados de 2011, na ocasião do golpe só faltava assinar os contratos para o início da obra de mais de 170 mil reais. Ainda, não foi possível realizar a reforma em 2010 porque a Câmara de ilustres Vereadores de Gravataí, por sua ampla maioria não liberou os recursos necessários para a obra. Diga-se de passagem que somente 4 vereadores votaram a favor do popularmente chamado Cine-teatro. Todos do PT, os outros 10 votaram contra, os mesmos 10 que negaram em 2009 a Lei que criava os cargos e a possibilidade do primeiro concurso público para a Fundação.  
Idealizamos juntamente com a comunidade cultural a criação do Quiosque da Legalidade, um novo espaço cultural no coração da cidade, voltado inicialmente para as artes visuais, música, literatura, história e outras áreas.
 Um espaço multidisciplinar pedagogicamente democrático, com acessibilidade universal e que previa uma ampliação. A primeira etapa do quiosque foi aproximadamente de 160 mil reais e a segunda etapa com cobertura e auditório, custaria mais de 500 mil reais, os quais já estávamos em estado avançado de captação de recursos. Com a abertura do Quiosque prevíamos uma série de atividades e projetos sendo desenvolvidos naquele privilegiado espaço.
Na gestão administrativa, reorganizamos todas as documentações das gestões, facilitando o acesso a processos, preservando documentações importantes, desburocratizando solicitações e protocolos, informatizando todos os departamentos, agilizando e negociando pareceres históricos e debatendo de forma democrática o fluxograma e organograma da Fundação, estávamos fazendo o debate da urgente necessidade de reforma de seu estatuto, o plano diretor e seus impactos nos prédios históricos e uma nova legislação patrimonial.
Um dos temas mais importantes são os marcos legais. Criamos a lei do Fundo Municipal de Cultura e também o Conselho Municipal de Cultura, conselho este que foi eleito em 11 pré-conferencias em diversos bairros da cidade de forma consensual na IIIº Conferencia de Cultura. Estávamos também debatendo com o setor fazendário do município, a implementação da Lei Bordignon, razão que assinamos o protocolo de ingresso no sistema nacional de cultura.
Para o ingresso no sistema, necessitávamos criar e aprovar a lei do sistema municipal de cultura, que havíamos começado a debater com mais de 300 pessoas na 3ª Conferência Municipal de Cultura.
No tema democracia participativa, criamos uma sistemática baseada nas teorias de cidade educadora e formas de democracia, onde criamos os Fóruns permanentes de debate, os quais encaminhávamos praticamente todos os temas referentes à gestão cultural. Criamos o Fórum Permanente da Cultura Riograndense, Fórum Permanente do Carnaval, Fórum Permanente do Livro e da Leitura, Fórum Permanente da Artes Cênicas, Fórum Permanente da Música e o Fórum Permanente da Diversidade Sexual, promovendo uma verdadeira revolução comportamental nas instituições e indivíduos da cultura que antes tinham que bater à porta do estado, agora era o estado com suas limitações é claro , que iria até as comunidades, alguns destes fóruns criaram sistemas de descentralização, critérios de participação, debates, palestras, decisões administrativa e muito mais;
Uma das principais fraquezas da fundação era sempre estar à mercê da boa vontade e da militância em cultura de alguns servidores públicos, sendo assim nunca havia sido realizado um concurso público que aumentasse a capacidade técnica da fundação, que a profissionalizasse e que pudesse resolver problemas históricos como certas áreas da cultura dentro da fundação que não tinham coordenadores, que não possuíam técnicos para aperfeiçoar os mesmos. Portanto, assim como fez na Câmara de Vereadores quando foi presidenta, no Demhab quando foi diretora e agora, quando foi Prefeita, a Professora Rita Sanco entendeu que era de fundamental importância para o amadurecimento da fundação elaborarmos o primeiro concurso público da história da fundação de cultura desde sua criação em 1994.

Com toda essa reestruturação, mesmo com obras, mesmo com a maior crise do capitalismo da história em 2008 e 2009, mesmo com uma dívida assumida em 2009 da gestão Sérgio Stasinski, conseguimos com muito debate elevar ano, a ano os recursos para cultura, estávamos bem próximos de atingir o 1% do orçamento municipal, façanha essa que atingiríamos  em 2013, sendo que a meta dos municípios do Brasil é para daqui a dez anos.

Nos anos 2009 e 2010 não recebemos nenhum apontamento financeiro junto ao Tribunal de Contas do Estado e até o momento que fomos golpeados em Outubro de 2011 a lisura permanecera, sem qualquer apontamento, todos os relatórios contábeis estavam em dia.
Temos muitos outros temas para relatar, tais como a Gravação do Hino de Gravataí, shows, peças, festivais, concursos, parcerias e apoios que foram realizados durante toda a administração.
Cabe aqui sublinhar e ressaltar que nenhuma das gestões foram indefectíveis, cada uma foi resultado do seu tempo, da correlação de forças politicas da cidade, porém certas conquistas não pertencem a partidos políticos ou a personalidades como o a Rita Sanco ou o Amon Costa, algumas conquistas pertencem a cidade e seu povo e, estas devemos lutar com unhas e dentes para sua manutenção, aprimoramento e melhoramento, o Quiosque, o Concurso Público, O Fundo Municipal de Cultura e o Conselho Municipal de Cultura são politicas de estado! Estaremos de olho!

domingo, 27 de novembro de 2011

En la Mitad del Mundo

En la Mitad del Mundo

Sempre fui um entusiasta nas matérias de geografia e história, me encantava também estudar sobre os astros, sistema solar, universo e coisas do tipo. No que me consta o tal universo, o planeta é infinito, portando não temos lado, não temos em cima nem embaixo, tem em cima e embaixo, que eu lembre é claro! Tudo que existe no planeta são marcos referencias para nós mesmos, os humanos.
Uma destas convenções de navegação e divisão espacial do mundo são as linhas imaginarias que dividem a nossa nau geoide.
  De fato, os astecas eram hábeis na confecção de representações geográficas, como o “Mapa de Tecciztlán” que contêm dados como a fauna da região retratada, e o “Códice Tepetlaoztoc”, todo colorido e que traz rotas terrestres e fluviais. Mas, bons mesmo na cartografia foram os gregos. O sistema cartográfico contemporâneo nasceu nas escolas de Alexandria e Atenas. Hiparco (séc. 11 a.C.), astrônomo grego, foi quem criou o sistema de coordenadas geográficas de latitude e longitude utilizando-se da matemática e da observação dos astros celestes.
 Equador é o nome dado à linha imaginária que resulta da intersecção da superfície da Terra com o plano que contém o seu centro e é perpendicular ao eixo de rotação. Devido à oscilação do eixo de rotação, a posição do equador não é rigorosamente constante, razão pela qual é adaptada, para efeitos geodésicos, uma posição média.

A linha imaginaria do Equador, este símbolo que divide o mundo, poderíamos fazer tantas outras divisões, umas meramente simbólicas, algumas politicas, outras metafisicas. Um dos exemplos palpáveis é divisão entre os muitos pobres e muito ricos na divisa entre México e Estados Unidos. Portanto a linha do equador divide o planeta ao meio, na metade.
 Nos dicionários de português, metade quer dizer uma das duas partes iguais de um todo: dois é a metade de quatro. Nos mesmos dicionários de português a palavra mundo quer dizer: Conjunto de tudo que existe. Terra, lugar onde vive o homem.

O mundo moderno e globalizado faz-nos compreender em diversas metades. Estas metades de mundo às vezes são convergentes e muitas vezes são divergentes, falando exatamente em metades é que me referencio no todo, no humano. Falar e compreender o humano são entender seus milhares de simbolismos e significados, cada ritual é importante, cada língua, cada gesto, cada vestimenta, cada música e cada dança.

O festival ibero-americano de música e dança da metade do mundo foi um destes momentos de reconstrução respeitosa do mosaico humano da diversidade, a palavra que mais traduz as culturas mundiais.
Certamente o Equador e a sua linha imaginária mudou um pouco a minha vida. A nossa compreensão enquanto Brasileiros, uma maior dimensão do ser latino-americano, um olhar não estereotipado da cultura Andina e principalmente compreender a cultura como poderoso instrumento da promoção da paz.  No Brasil temos um ditado popular que diz: "quem canta seus males espanta”, pois eu digo que quem dança seus males espanta, quem pinta, quem escreve, quem atua, afinal quem produz cultura compreende cada vez melhor o verdadeiro sentido da paz, do respeito e da diversidade.
Gracias aos militantes desta causa cultural como o Régis Albino, Andrea Lascano, Alfredo Soni, Lina Lascano  e muitos outros espalhador por este mundão afora que promovem coisas assim! Bailemos todos!
Amon da Costa
Historiador
Novembro 2011

terça-feira, 10 de maio de 2011

Amanhã Venegas

Bem ou Mal

Desde que você apareceu
De repente
Tudo parece brilhar

Todas estas melodias
Não diziam nada e agora dizem mais
aaahh
Agora dizem mais

Tudo o que me importava desde
a sua chegada não importa já
O que parecia dificil
Já não representa dificuldade
aaahh
Flui com facilidade

Mas eu duvido
Me confundo e não distingo
Se está bem ou se está mal
Se está bem, agradeço e te corresponderei
Se está mal, como nunca, chorarei
Enquanto isso, aposto tudo para saber

Eu gosto de saber que existe na vida esta possibilidade
De que tudo seja de volta, quando não esperava já o verá
aaahh
E algo vem, algo se vai
Mas eu duvido, me confundo e não distingo
Se está bem ou se está mal

Se está bem,
agradeço e te corresponderei
Se está mal,
como nunca, chorarei
Enquanto isso, aposto tudo para saber

uuuh uuuuuhh uuuuh

Se está bem, agradeço e te corresponderei
Se está mal, como nunca, chorarei
Enquanto isso, aposto tudo para saber

segunda-feira, 9 de maio de 2011

O Brasil da diversidade



O Brasil foi historicamente governado por uma elite que instituía sua moral aos demais sujeitos da sociedade, impondo suas crenças, credos e costumes. Há mais de 500 anos aqueles que sempre foram os oprimidos da sociedade ficaram a margem de decisões políticas e sociais que poderiam melhorar suas vidas. O Brasil vive hoje um marco histórico resultante de inúmeros processos de luta, de resistência, de bravura e de embate, tanto na vida dos oprimidos e da classe trabalhadora, quanto na sua forma de organização e relações entre si. Elegemos, entre um período historicamente curto de tempo, o primeiro homem operário oriundo da categoria mais pobre que existe no Brasil, o ex-presidente Lula. Em seguida, elegemos a primeira mulher presidenta da história deste país, torturada nos calabouços da ditadura militar, foco de preconceito e discriminações diversas, a presidenta Dilma. Num efeito histórico dos rumos do país, da forma de governar e das relações de respeito com os movimentos sociais, o Brasil aprova numa instância máxima, o direito de família dos casais homoafetivos. Com isso, não foi aprovado apenas um marco legal. Com isto se sinaliza também, que o poder do Estado enquanto instituição regulamentadora de direitos da sociedade, encontra-se num cenário político que vem acompanhando as mudanças na sociedade e a busca pela dignidade humana em todas as suas esferas. Esta conquista não é um presente do STF.
Esta conquista é fruto de décadas de lutas sociais dos homossexuais pelos seus direitos perante a vida. Esta conquista movimenta também, novas formas de relacionamentos entre pessoas, novas reflexões sobre respeito e dignidade e novas concepções de como atingirmos a emancipação humana de fato. É inadmissível que ainda aconteçam crimes contra a sexualidade das pessoas, das crianças, de jovens e adolescentes alvos de violência, de preconceitos múltiplos que resultam em agressões, em derramamento de sangue, em falta de assistência, em intolerância, em medo, em crueldade.


A cidade de Gravataí contribuiu e vem contribuindo em nível local, na medida em que pauta o tema da Diversidade Sexual através do Fórum Permanente na Fundarc, dialoga sobre o assunto, traz visibilidade e institui Lei Municipal da então vereadora Rita Sanco contra o preconceito aos homossexuais em estabelecimentos diversos, etc. De fato e de direito vivemos em um novo Brasil, os movimentos feitos em cada canto deste país, sejam ações de governo, sejam dos movimentos sociais, sejam nas lutas e enfrentamentos das pessoas no seu cotidiano, contribuíram num efeito positivo sintetizado no STF na tarde de ontem. O dia 5 de maio de 2011 será lembrado acima de tudo, como um marco legal em favor do respeito, da dignidade e da felicidade. Parabéns para todos e todas que lutam “aqui e agora” por um mundo melhor. 


terça-feira, 3 de maio de 2011

segunda-feira, 2 de maio de 2011

O invisível Dia Internacional do Trabalhador

Domingo foi primeiro de maio. Houve um tempo em que a mídia de massas veiculava ações que aconteciam em todo o mundo. Noticiava meio contrariada, mas fazia. O Fantástico deste domingo se superou. Em nome do capitalismo que a sustenta, a Globo não noticiou sequer a “menção” da referida data. Tenho convicção que se ontem tivesse sido o dia internacional do beijo, ou do cunhado, ou do uso de chapéu, talvez tivessem produzido alguma materiazinha divertida sobre o tema. A ideologia dominante se organiza através da tese de que a luta dos trabalhadores e trabalhadoras foi superada. Vivemos em um “suposto” novo tempo em que lutas sociais em torno do trabalho e do trabalhador caíram de moda e fazemos parte de uma nova realidade com especificidades tais, que, falar em luta de classes é coisa de dinossauro. Para cima de mim? Ah, essa não. Enquanto homens e mulheres seguirem morrendo em seus trabalhos e a caminho deles, seguirem tendo partes dos seus corpos mutilados, seguirem tendo lesões diversas em funções de seus esforços, seguirem vendendo suas forças de trabalho cada vez mais violentamente com cada vez menos direitos, falar em luta de trabalhadores não sai de moda. E não apenas por isso. Não sai de moda, pois o capitalismo não saiu de moda, o lucro das empresas não saiu de moda, a exploração do humano pelo humano não saiu de moda, a sociedade ocidental dividida em classes, não saiu de moda. O corpo e a vida humana ainda tem preço. Uns custam muito, pois tem posições na sociedade com maior destaque. Outros são mais baratos, pois são trabalhadores, pobres ou miseráveis. Grandes corporações da construção civil contabilizam em seu planejamento custos com mortes de funcionários; a cada dia morre no Brasil um número absurdo de motoqueiros que trabalham contra o relógio em nome da velocidade do capitalismo; trabalhadores de grandes indústrias perdem pedaços de dedos e das mãos a cada mês no mundo; e por aí poderíamos citar mil exemplos. Quem achar exagero sugiro uma visita ao Hospital Cristo Redentor. Basta ficar meia hora na recepção e ver a quantidade de casos de acidentes de trabalho que baixam hospital. O dia em que um desses for o “dono” ou o “sócio” da grande empresa, talvez seja um sinal efetivamente de novos tempos... Se prestarmos atenção, a classe dominante morre de “causas naturais” ou no limite, acidentes de trânsito. Essas coisas são “dinossáuricas”, foram superadas ou não existem mais? Errado. Isso é o que sustenta o capitalismo: a exploração do trabalho de homens e mulheres. Essas pessoas que movem o mundo, não receberam nenhuma menção na noite da “família brasileira” que assiste ao Fantástico. Isso que não vou nem entrar no mérito da discussão sobre o quanto ganha um trabalhador e o quanto ganha o seu “patrão”. Este debate na luta de classes, daria um outro texto. Mas, ironicamente, algumas instituições que tentam vender a ideia de que “a luta de trabalhadores e trabalhadoras já morreu”, não citaram sequer meia frase neste dia “normal” de domingo.
Ingrid Wink- Mestra em Educação
Mais artigos no: http://livresassociacoesdafifi.blogspot.com

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Paixão de Cristo 2011

Grande evento cultural 
O espetáculo vem se tornando, a cada ano, um dos grandes eventos culturais da região do Vale do Gravataí e da Região Metropolitana de Porto Alegre. A peça é dirigida por Daniel Assunção, tendo na coordenação geral o ator e diretor Paulo Adriane, responsável pela concepção e encenação da montagem.

O elenco do espetáculo Paixão de Cristo traz nomes conhecidos da cena local, como o próprio diretor Paulo Adriane, que interpreta Jesus; Silvio Ramão, no papel de Barrabás; 
Miriam Benigna, como Maria; Marlise Damine, como Madalena; Vitor Santantônio, como Judas; Wagner Padilha, como Zebedeu; Vanessa Greff, como Lúcifer e Pablo Capalonga (ator convidado), no papel de Pôncio Pilatos. A trilha sonora é especialmente composta por Everton Rodrigues. 

O Parcão de Gravataí está localizado no Centro da cidade, com fácil acesso, seja de carro, seja de ônibus. Todas as apresentações tem entrada franca.

Serviço: 
O Quê: Espetáculo teatral “Paixão de Cristo”
Onde? Parcão de Gravataí, no Centro do município de Gravataí
Quando: Dias 19, 20 e 21 de abril de 2011, terça, quarta e quinta-feira, respectivamente, às 20h 
Quanto: Entrada franca
Fundação de Arte e Cultura 
Fone: (51) 3484-6681

quarta-feira, 13 de abril de 2011

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Gravataí celebra os 248 anos com programação variada para a comunidade

A Prefeitura de Gravataí, através de várias secretarias, promove na próxima semana as comemorações alusivas aos 248 anos da cidade, de 07 a 10 de abril, com diversas atrações à população na Festa Cidade das Bromélias “E na data do aniversário da cidade, dia 08 de abril, estaremos celebrando com a população na praça Borges de Medeiros, às 12h, onde será servido um bolo gigante”, convida a secretária de Comunicação, Andréia Grams.

Feira e exposição
A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo (Smdet) traz para o Parcão da 79, de 07 a 10/04, a Feira Cidade das Bromélias e a Feira da Economia Popular Solidária. As duas feiras terão a participação de produtores e floricultores de bromélias e a venda de produtos alimentícios, da agricultura familiar e artesanato, no horário das 9h às 20h. Para o titular da Smdet, Sérgio Cardoso este é um excelente momento para divulgar a flor símbolo do município e a produção da economia solidária local.

Confira a programação Cultural da Festa de Aniversário

07 de abril
Local: Parcão da 79
19:30h – Trancaço
20:30h – Tranco Monarca
21:30h – Julian e Juliano

08 de abril
Local: Praça Borges de Medeiros em frente à Prefeitura
12:00 h – Bolo de Aniversário
Local: Parcão da 79
19:00h – Goofy Blues
20:00 – King Tie Dub

09 de abril
Local: Parcão da 79
15:00 h – Baile -Expresso Banda Show
18:00 h – Banda RC6
20:00h – Jonathan e Matheus

10 de abril
Local: Parcão da 79
17:00 h - DJ Charles
18:30 h – Doyoulike
19:30 h – Tópaz
21:00 h – Comunidade Ninjitsu

sexta-feira, 1 de abril de 2011

terça-feira, 29 de março de 2011

As Cartas

Muitas coisas na vida têm ficado cada vez mais chatas, um delas é a tal de internet, todo dia me pergunto o que eu to fazendo aqui? Porém não adianta, não quero ficar de fora dessa onda toda, mas que ta ficando sem graça tá!!!O Mirc deu, os chats da UOL não da nada,  e-mail já era, Orkut deu pra eles!

Ainda hoje comentava sobre a alegria e a ansiedade de escrever e receber cartas , penso que a minha geração é uma das últimas dos últimos milhares de anos que ainda escreveu na sua juventude, as últimas cartinhas pelo correio. Tô falando de carta de verdade, não essas coisas que a gente recebe do american Express, TIM,  contas, contas e contas.

Não tenho muita certeza qual foi a minha última carta recebida, vou citar três: Uma de um amor de carnaval, outra da minha querida mãe e a mais super- especial da minha avó Áurea. Essa do carnaval eu escrevi de volta também, escrevi coisas crivadas de erros de português, quase igual os meus posts aqui no blog (cabe lembrar que fui alfabetizado pelo método da abelhinha). Umas das coisas que eu abençôo todos os dias é o tal de corretor aqui do Word, ele me da à maior mão para escrever.

Lembro da temporada que passei lá pelas bandas da Suíça, recebi perto do natal uma carta da minha segunda mãe, a Dona Áurea, uma carta super sentimental, super amorosa de uma pessoa que teve poucos anos de estudo, com diversos recortes de jornal, poesias, curiosidades, coisas do cotidiano que ela fez questão de colocar dentro da carta, um transbordar de sentimentalidades.

Escrever cartas e receber cartas era isso, uma ritualística muito forte, as cartas tinham um cheio, toque, lagrimas e sorrisos, ahh as cartas. Lembro muito bem de quantas vezes eu ia até o correio para descobrir o CEP certo do lugar onde deveria chegar os escritos e aquele colocar nas caixas postais espalhadas pela cidade, bha que emoção .... Alguém manda uma carta aí!!!!

domingo, 27 de março de 2011

sábado, 5 de março de 2011

Onça Negra

 Onça Negra Festeja o seu Cinquentenário em um Doce Refúgio Chamado Cacique de Ramos
Meu samba é gostoso, dá água na boca
Nas garras da onça eu vou te levar
Vou caciqueando, são 50 anos
Balança comigo, vem comemorar
Ao pé da tamarineira
Um lindo sonho se tornou real
Plantou-se a semente do samba
Floresce um patrimônio cultural
Doce refúgio consagrado
Abençoado pelas mãos do criador
Berço de artistas, poetas e sambistas
Morada da inspiração
Ao som do banjo, repique, tantã
Desponta o som da manhã
Batuca o meu coração
(onde) Rola pagode sob a lua no terreiro
Com partideiros lá do fundo de quintal
Cacique de ramos é constelação
a iluminar Gravataí no carnaval
A onça rouba a cena e surge triunfal
Rompendo barreiras a ex-foliã
da nossa bandeira és a guardiã
Lavando a alma, me acabei na passarela
Bahia, São Miguel, a massa fez a festa
Desbravou ‘brasis’ e por paris se encantou
É meia-noite, apague a luz
O lanterneiro anunciou
Por ti chorei, sorri de emoção
O show vai ter que continuar
Na força do meu pavilhão
Preparado para entrar na avenida com a Acadêmicos de Gravataí

quinta-feira, 3 de março de 2011

Chore!

Simplesmente de chorar!!!

quarta-feira, 2 de março de 2011

Nota de pesar

Pai e filho, filho e pai" te saúdam, tristes com a tua partida. Não é a saudação do solitário "Exército de um homem só", mas é o mundo inteiro que te rende homenagem. Sem a falsidade interesseira dos "Vendilhões do Templo", são "Os Voluntários", teus leitores emocionados, que te saúdam.Enfim, "Vos abraçam milhões", com seus diferentes modos de demonstrar carinho e de se expressar na língua de todas as pátrias. Afinal, és cidadão do mundo. Não importa que estejas de partida. Afinal, és imortal.


A Fundação Municipal de Arte e Cultura (Fundarc) se soma nesse abraço da humanidade ao imortal Moacyr Scliar.


Amon Da Costa- Presidente da Fundarc

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Que final de semana!


Eu adoro o Carnaval, a cada ano que passa percebo mais e mais a verdadeira alma do frenesi popular, a festa da carne, a alegria saindo dos poros, se tivesse uma com certeza o carnaval seria a essência do Brasil.
            A convite do meu amigo Felipe Ussan o pouco conhecido presunto fui participar do Bloco Galo do Porto, organizado pelo meu amigo pernambucano Eduardo Natalício, bloco este inspirado nos carnavais de Recife, no frevo e na alegria de rua. Pois bem o Eduardo conseguiu fechar a Lima e Silva durante 3hora de pura festa. Depois nosso bloco foi ao encontro da turma do boco Maria do Bairro na Rua Sofia Veloso e á foi à apoteose, muita gente conhecida, muita festa, muita democracia de rua, velhos, crianças, negros, brancos, gays, punks, bregas e todo o tipo de gente se divertindo sem nenhuma treta!
           

Aqui em Gravataí depois de três cancelamentos por conta da chuva conseguimos organizar a primeira muamba de carnaval lá na Padre Réus, da mesma forma foi maravilhosa a muamba. Muita gente nas ruas, muita festa e muita democracia carnavalesca! Valeu a Unidos do Vale e os Acadêmicos de Gravataí que se prepara para o desfile no porto seco na sexta-feira.

Viva o carnaval!!!!!

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

O teu olhar melhor o meu!


Uma das coisas mais importantes da vida é fazer amigos, um dos fatores que mais influencia na alegria e na felicidade das pessoas não é a riqueza, nem a saúde, nem a alimentação. Os amigos são a única coisa que importa realmente, as relações com outras pessoas são o principal indicador de bem-estar na vida.
            Mais do que ter grandes amigos ou amigas do peito (adoro) é a capacidade de estabelecer novas amizades durante toda a vida. Mas vocês já repararam que conforme a gente vai envelhecendo a capacidade de fazer novas amizades aumenta? Tenho uma lista de amigos absolutamente distintos no que diz respeito a amizades:

            O Presunto é aquele amigo do peito, aquele no topo da lista do mais mais dos amigos, podemos ficar um ano sem se ver que temos assuntos, gírias novas para trocar, experiências e principalmente, conosco não tem coisas simples tudo é extraordinário;
            Conheci um Paraense lá pelas bandas da Suíça, chama-se Pedro o cara com um sarcasmo e uma ironia absolutamente compatível com a minha, naqueles meus meses de suíça foi o meu maior parceiro, muita filosofia, risadas e parceria! Saudades do Pedro. Outro que foi amor a primeira vista é o Ticha ou Tixa, O Fabrizzio Pessoa lá de Caxias que hoje trabalha no Cirque Du Solei, as filmagens dentro do Enecon de Curitiba são algo absolutamente fora do comum, Rap Porto Alegre e outras folias transformam esse cara numa personalidade absolutamente ímpar.
            O Miroldo, nos tempos de Miroldo, agora ele é um empresário sério bem sucedido, casado, com filho, mas ele já foi um dos heróis de toda uma geração, o Miroldo foi o cara que nos ensinou a ter uma vida mais leve, mais cara dura, tudo era possível com o Miroldo: Beijar a Carla Perez aventurar-se em Floripa, comer milhopan com Kaiser Book fantasiado de caminhoneiro num xis qualquer da cidade! Dar uma de Chicão toffani e puxar o discurso no aniversário do strike 410 e principalmente nas mitológicas e antológicas festas do Sitio do Beto. Miroldo foi o mestre e eu humildemente o discípulo.
            Essa capacidade de fazer novas amizades destaca uma dupla de irmão gêmeo, os Maurentes, Caio e Maria. Sem dúvida estes dois representam o que eu conheci de melhor no redescobrir da minha cidade, pena que eles foram para outras bandas, em muitos momentos importantes eles estavam lá e eu também estava lá. Muitas sessões de música, filosofia, besteirol e política travamos juntos. Una uma una!

Eu realmente tenho muitas amizades marcantes, poderia citar um infinito delas, umas mais ou menos próximas, sei que algumas vão ficar enciumadas por não estarem nesta pequena lista, demarquei aqui figuras absolutamente distintas da média que de alguma forma influenciaram muito na minha perspectiva de ver o mundo.

O olhar do outro enriquece o nosso, isso significa que é impossível ser feliz sozinho, isso significa que amizade traz felicidade.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

O meu dia vai chegar!!!


Esse texto é retirado do meu antigo blog, sempre que leio choro!Lá em 2008



Sim o meu dia já esta chegando, agora não tem mais volta este ano ainda serei pai, sabe que eu ainda não dimensionei direito isso, não sei ao certo que rumos darão na minha vida. Mas uma coisa é certa, minha vida já não é mais a mesma. Descobri que seria pai no dia 14 de junho, poucos minutos antes das 11h da manhã..e descobri assim paaaaaa de supetão, numa paulada só! 
Sim, alguns sonhos naufragaram momentaneamente, mas outras infinidades de possibilidades se abriram outros sentimentos, outra forma de ver e encarar a vida e que ainda tem muito a mudar. 
Ontem fomos ao médico e vi pela primeira vez os 5 cm de pessoa que esta no ventre da Drª Medeiros..maravilha ..esperarei ansioso pelo guri\guria que vem por ai!!! 
Podem rir, fiz uma poesia 

Vem que eu te espero 
A briga de almofadas já esta marcada 
A bagunça matinal na cama já é lei 
Domingos chuvosos de pipocas e desenhos já são uma obrigação 
Vem que eu te espero 
Para abraçar-te alucinadamente num gol lá no beira-rio 
Ou para aturar-te nas tuas voltas do olímpico 
Domingos chuvosos continuarão sendo prerrogativa de disputa no sofá 
Vem que eu te espero 
Para aturar-te 
Suportar-te 
Amar-te 
Vem que te espero 
Para ler um livro 
Para fazer um mimo 
Para inventar sonhos 
Vem que eu te espero 

Gravataí julho de 2008 

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Sugestão de pauta

A pergunta a ela foi: Diz um tema aí, qualquer um! Um tema para que eu possa escrever lá no blog novo. O ímpeto inicial dela foi: Fala de ambição! Não, fala de como a ambição pode substituir o amor. Ok Lá vamos nós!!!

Acho o termo ambição é geralmente ambíguo, um deles é no sentido progressista, querer mais e tal, porém não tem como fugir do ambiente em que estamos inseridos, o maldito capitalismo que vive introjetando desejos falsos na gente, geralmente desejos de consumo. Carros, motos, casas, roupas, mais carros, mais motos, mais bens, mais capital infinitamente mais, por ambição capitalista trocamos tudo que for necessário. No capitalismo por ambição trocamos de mulher, trocamos partido, trocamos de ideologia, só uma coisa não se troca, só uma nem ambição e nem por dinheiro nenhuma neste mundo! O time de futebol! O clube amado! Jamais isso jamais.

O tema foi sugerido por uma apaixonada, assim como tantos outros (mais de cem mil) apaixonados e ambiciosos por novas e maiores conquistas, porém não são conquistas da grana, ou do maior estádio, ou do site mais bonito, são conquistas do amor, da paixão que não muda nunca. Colorado tu é foda, mas eu te amo!

Dica de filme: O segredo dos teus olhos
Trilha sonora: É o amor- Zezé de Camargo e Luciano

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Lá vem o sol!

Meu Beatles predileto sempre foi o Lennon, minha identidade com ele tem vários aspectos como à postura, a poesia e a politização. Não é a toa que na sala de entrada do Castelo Rá Tim Bum esta lá o senhor Guevara e Lennon. Já meu coroa o senhor hippie Mauro Costa tem predileção pelo também hippie George Harrison. Em 1967 os Beatles viajaram para a Índia, buscando um retiro espiritual e místico. Esse misticismo estava presente na maioria de suas músicas.

A partir do White Álbum começou a compor suas mais belas canções, como "While My Guitar Gently Weeps", "Something" e "Here Comes The Sun". Essas três músicas estão entre as mais bonitas dos Beatles. Já no fim dos Beatles, brigava muito com McCartney. Os dois não combinavam muito e discutiam em todas as gravações. É exatamente por isso que não fui ao show do Paul em Porto Alegre (hehehehe inveja pura)



Hoje liguei o rádio na manhã do orvalho e escutei a todo o volume essa música linda!
http://www.youtube.com/watch?v=yGKPHFrHVVY

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Meu Facebook em guerra.


A modernidade nos trouxe a internet e a internet nos trouxe as redes sociais, estas promovem uma verdadeira revolução no comportamento humano, é inegável que as relações entre as pessoas estão em profunda transformação, e para melhor! Sim eu sou da turma dos otimistas sei lidar com as tais redes.


Assim como no mundo não virtual, o mundo real e a web vivem seus modismos e definitivamente o Orkut já era não vejo graça alguma nele e tão logo será o twitter e o Facebook.


O meu predileto no momento segue sendo o Facebook, pois bem esses dias postei uma foto do começo das obras do Quiosque da Cultura, para quem não sabe a Fundarc vai transformar aquele espaço em um centro cultural da cidade. Eis que os comentários começam a se proliferar lá, um de apoio e outros de incredulidade, o que acontece é que o mundo virtual é uma cópia mal feita do mundo real, as contradições, ranços, ideologias, preconceitos, amores e magoas também freqüentam a rede. Neste sentido estabeleceu-se uma guerra de opiniões, ironias e sarcasmos políticos na minha página do Facebook.


Essa virtualidade é dinâmica, é rápida, atinge um número significativo de pessoas, mas ainda não substituiu e á vida real, o toque, o cheiro, o olhar e o sabor. A realidade é que a obra começou e a guerra continua.


Dica de filme: Matrix
Trilha Sonora: Racionais MCs -
Link da foto: http://www.facebook.com/#!/photo.php?fbid=196607123689951&set=a.196607113689952.54998.100000219936014

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Carnaval para todos

Quando eu era adolescente, há muito tem atrás, tinha meus gostos, minhas excentricidades e preferências. Uma das coisas que eu tinha a mais plena convicção era de que não gostava muito daquele clima festivo de carnaval. Parecia que do nadas as pessoas ficavam malucas bebiam todas, se fantasiavam e ampliavam muito seus critérios estéticos.

Bom veio chegando o final da adolescência e eu tive uma paixonite de carnaval em floripa, algo super-ultra mágico, depois vieram os carnavais com os amigos e o encantamento final e derradeiro veio depois de trabalhar e adquirir experiência na Fundarc.

Conheci as escolas de samba, o povo alegre que faz esta festa, seus cortejos, sua tradição e seu respeito pela diversidade. Hoje como gestor cultural da cidade tenho o maior prazer em apresentar o carnaval 2011 que começa agora sábado lá no Ginásio do Aldeião às 19h com a escolha da corte do carnaval de Gravataí. Entrada Franca

mais informações: http://www.gravatai.rs.gov.br/

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

A primeira vez de um homem

A primeira vez a gente nunca esquece, a minha primeira vez foi magica, foi absolutamente fora do comun, foi com a mulher da minha vida, desde a primeira vez eu nunca mais parei de fazer.
Ir ao cinema, sim com a minha mãe, ver Bambi! Esse foi o meu primeiro filme e hoje o senhor Gaelito teve a sua primeira experiencia cinematografica. O comentário foi: Que gandiii!  Nosssa!!!
Dias como o de hoje podem marcar por toda a eternidade! Ahhh fui ver Zé Colmeia

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

O eterno retorno

Tem uma teoria muito bacana de um filósofo super pop, um alemão bigodudo chamado Frederich, a teoria do eterno retorno conhecida desde da antigüidade grega, é usada por Nietzsche como o derradeiro desafio para o homem moderno. Um homem que se encontra na encruzilhada entre dois tipos de niilismo.


A teoria é bastante simples. Se supormos que o universo é um corpo finito (possui um número gigantesco mas finito de elementos básicos) e se dado um tempo infinito, então todas as combinações possíveis deste número finito de elementos se repetiriam infinitamente. Se considerarmos o universo como um gigantesco baralho cósmico (com um número gigantesco de cartas, mas um número finito), então o número de combinações destas cartas seria finita e se repetiria infinitamente através da eternidade. Resumindo o lero-lero meu baralho é super pequeno ( sem duplo sentidos sexuais) as coisas se repetem com uma freqüência fora do normal.